Guiomar Novaës

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Born: 28 February 1895 — São João da Boa Vista — Brazil
Died: 7 March 1979 — São Paulo — Brazil
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Life

The Grove Dictionary of Music gives 28 February 1895 as his birthday.

Jean-François Grancher writes:

[Apart from the fact that she was world-famous pianist] Guiomar Novaës was also composer, she arranged and recorded after the World War II some Brazilian popular songs. Some bad tongues stated that she composed for Villa Lobos his first piano compositions, but there is no proof.

Her mother Ana de Carvalho Menezes Novaës was composer too, she left 19 piano compositions which remained unpublished and she did not want her daughter to play them on concerts. Unfortunately, it is impossible to find dates of her birth and death. Those compositions are exhibited in the Museum Guiomar Novaës in São Paulo, I am told.

I published in Portuguese a long essay on Guiomar Novaës (see below) and quoted her statement that she considers her mother greater musician than herself.


[in Portuguese]

Voya Toncitch

Guiomar Novaës (1896–1979)

Uma grande conquistadora brasileira

Guiomar Novaës nasceu em São João de Boa Vista, no estado de São Paulo, no 8 de fevereiro de 1896. O seu pai, Manoel José da Cruz Novaës, era major, negociante de café e poeta amador. Deixou dezanove poemas dedicados aos seus dezanove filhos. Guiomar era a décima sétima. A sua mãe, Ana de Carvalho Menezes, era pianista e compositora de dezanove obras.

Criada num ambiente familial harmonioso e piedoso, Guiomar Novaës julgou a sua mãe uma grande artista, “talvez maior do que eu jamais serei”. Ana de Carvalho Menezes Novaës era sua primeira professora de piano. Depois confiou o imenso talento da sua filha ao exímio pedagogo italiano Luigi Quiaffarelli (1856–1923).

Alguns musicógrafos brasileiros pretendem que Luigi Quiaffarelli fosse aluno de Ferruccio Busoni (1866–1924). Isto é inverossímil:

1° Luigi Quiaffarelli era mais idoso; estabeleceu-se no Brasil em 1883; nessa época Ferruccio Busoni teve dezassete anos e era estudante em Berlim;

2° A técnica pianística de Busoni era diametralmente oposta aos princípios de interpretação pianística que Luigi Quiaffarelli ensinou a sua aluna e que ela desenvolveu impulsionada pelo seu génio pianístico inato e amplificou influenciada pelas mensagens subliminares da sua natureza artística.

Guiomar Novaës estreou em São Paulo aos seis anos e conquistou o público paulista. Aos oito anos, maravilhou o seu público em São Paulo e conquistou o ilustre violoncelista catalão Pablo Casals (1876–1973) e o seu pianista Harold Bauer (1873–1951) com a sua extraordinária interpretação da Sonata op. 53, chamada “Aurora” ou “Waldstein” de Beethoven (1770–1827).

Após conquista do público da capital Rio de Janeiro, o governo brasileiro dotou a notável jovem pianista com apanágio pela conquista da Europa. Veio na França. Em poucas semanas conquistou o júri do Conservátorio nacional de Paris, fundado em 1795, o seu director Gabriel Fauré (1845–1924), o compositor Claude Debussy (1862–1918), o pianista e compositor germano-polaco Moritz Moszkowsky (1854–1925), o regente e compositor Gabriel Pierné (1863–1937), e o seu “professor” húngaro, Isidor Philipp (1863–1958), pianista de salão, compositor de miniaturas pianísticas, arranjador e autor de obras didácticas —, que declarou mais tarde que a sua maior “aluna” tinha apreendido pouca coisa dele. (Senão nada.)

A conquista do público parisiense aconteceu no dia 26 de janeiro de 1911. Após seu recital na Sala Érard, os criticos escreveram: sua autoridade e seu estilo são os mais impressionantes; são singulares; são incríveis. Notaram a sua “mais bela natureza de pianista com que se possa devanear”. (Já em 1909 Claude Debussy escreveu “os seus olhos são embriagados de música”) Tocou a Sonata op.53 de Beethoven e um astuto pastiche, muito bem escrito por piano, intitulado “Feux follets” (Fogo fátuo) do seu professor Isidor Philipp. (O “professor” e a sua composição tornaram-se conhecidos graças à “aluna” genial que a tocou e gravou nos Estados Unidos de América inúmeras vezes a começar em 1915. A sua gravação no Town Hall em Nova Iorque em 1949 é absolutamente fantasmagórica. É único caso na história da vida musical!)

No mesmo ano Guiomar Novaës tocou o Concerto por piano e orquestra de Schumann (1810–1856) com o regente Gabriel Pierné e fascinou o público do grande Teatro de Châtelet em Paris.

Firmemente estabelecida em Paris, a grande pianista brasileira empreendeu a conquista da Grã-Bretanha. Tocou em Londres o Concerto de Schumann com o regente inglês Henry Wood (1869–1944), instituidor de concertos London Proms no tremendo Albert Hall. Deu recitais tembem. Encantou o público e os críticos:

“Sua força de interpretação é sobre-humana”;

“Esforçar-se por exprimir o que era o recital da pianista brasileira, seria a mesma coisa que esforçar-se por explicar a um cego o que é a luz do sol”;

“A genialidade inata”;

“Técnica inacreditável, tom diáfano” etc.

Itália, Suíça e Alemanha foram conquistadas com a mesma força de persuasão, com o mesmo ínfrene entusiasmo e aclamaçðes do público e dos críticos.

Entretanto, Guiomar Novaës tocou em Paris duas sonatas por violino e piano de Beethoven com o célebre violonista francês Jacques Thibaud (1880–1953) e com o grande violonista romeno Georges Enescu (1881–1955) uma sonata do compositor sueco Emil Sjögren (1853–1918), hoje esquecido na França onde teve um certo êxito no século XIX.

A Primeira Guerra Mundial forçou a grande conquistadora brasileira em 1914 de abandonar os paises conquistados da Europa. Voltou para o Brasil por preparar-se para a conquista dos Estados Unidos de América.

Guiomar Novaës deu o seu primeiro recital em Nova Iorque no 11 de novembro de 1915 no Aeolian Hall. Tocou, fascinou, seduziu, conquistou e reinou durante cinquenta e sete anos nos estrados dos Estados Unidos de América (e do Canadá). Os críticos escreveram:

“Pianista pela graça de Deus”;

“O génio pianístico”;

“Se houvesse nascido uns séculos atrás, certamente teria sido queimada como bruxa, é jovem, engraçada e toca como diabo”;

“Toca de maneira arrebatadora, como se estivesse em transe ou ser a reencarnação de um grande músico” etc. etc.

Tornou-se legendária.

Os famosos regentes Fritz Reiner (1888–1963), André Cluytens (1905–1967), Willem Mengleberg (1871–1951), Thomas Schippers (1930–1977), Leonard Bernstein (1918–1990), Georg Szell (1897–1970), Eleazar de Carvalho (1912–1996) acompanhavam as suas memoráveis interpretaçðes de concertos de Mozart (1756–1791), Beethoven, Chopin (1810–1849), Schumann, Grieg (1843–1907), Saint-Saëns (1835–1921), Manuel de Falla (1876–1946), Villa Lobos (1887–1959).

O público e os músicos americanos não esqueceram as suas grandiosas interpretações de obras capitais do repertório pianístico: Sonata em fa menor de Brahms (1833–1897), Mefisto-valsa e Sonata de Liszt (1811–1886), Estudos sinfónicos de Schumann, que ela aparentemente não gravou.

O público de Nova Iorque não esqueceu a sua sublime interpretação de Concerto de Schumann com o regente flamengo André Cluytens na presença da Rainha Élisabeth II da Bélgica. Esse concerto da Filarmónia de Nova Iorque não foi gravado. O público da capital dos EUA lembrava-se da sua interpretação de Concerto em sol maior de Beethoven com Orquestra sinfónica nacional e o regente holandês Hans Kindler (1892–1949) em 1936! A sua interpretação do Concerto número 4 de Saint-Saëns com o regente holandês Mengleberg ficou inesquecível.

Infelizmente, os seus concertos na Europa tornaram-se raros. O velho continente não pode pagar honorários astronómicos como os empresários americanos. Tocou na Inglaterra em 1925, 1939 e 1967 (foi convidada pela rainha Elizabeth II por ocasião da inauguração de Queen Elizabeth Hall em Londres). Em 1956 gravou em Viena com regentes Otto Klemperer (1885–1973) e Hans Swarowsky (1899–1975) e em Bambergo na Alemanha com Jonel Perlea (1900–1970).

Em 1922 casou-se com o seu maior admirador Otávio Pinto (1890–1950), arquitecto e compositor de miniáturas pianísticas (Cenas infantis, Improviso) publicadas pela Editora Schirmer em Nova Iorque e gravadas pela sua esposa. Tiveram dois filhos, Ana Maria e Luís Otávio.

Deu o seu último concerto em Nova Iorque em 1972. Faleceu de enfarte em São Paulo no 7 de março de 1979.

A legendária pianista morreu, mas a sua obra monumental permanece. Legou à posteridade algumas gravações únicas e incomparáveis:

Sonata op.111, Concerto em sol maior com o regente alemão Otto Klemperer e Orquestra filarmónica de Viena, Concerto em mi bemol maior com o regente romeno Jonel Perlea e Orquestra de Bambergo — de Beethoven;

Carnaval op.9, Concerto com Klemperer — de Schumann;

Sonata em si menor, último movimento da Sonata em si bemol menor, Concerto em mi menor com Perlea, Concerto em fa menor com o regente húngaro Hans Swarowsky e Orquestra sinfónica de Viena, Balada em fa menor, Fantasia em fa menor, alguns Estudos op. 10 e op. 25, Prelúdios, Polacas op.44 e op.53 — de Chopin;

Concerto em ré menor com Swarowsky — de Mozart.

O douto musicólogo americano e crítico competente do jornal Times (O Tempo) em Nova Iorque, James Hunecker (1860–1921) comparou Guiomar Novaës ao legendário pianista polaco Jan Ignacy Paderewski (1860–1941). Um outro crítico americano comparou a grande pianista brasileira a um outro legendário pianista polaco, Josef Hofmann (1876–1957). Eram grandes pianistas, mas deixaram algumas gravações horrorosas e indecentes. Os últimos concertos públicos de Paderewski e de Hofmann nos Estados Unidos de América eram inomináveis. O último recital de Guiomar Novaës em Nova Iorque era um triunfo!

Técnica transcedente infalível, intensidade emocional de interpretações, tom diáfano e aveludado, originalidade de concepções, musicalidade requintada, sensibilidade vibrando em uníssono com a do compositor da obra interpretada (a sua mão esquerda esculpira algumas figuras estilísticas inauditas e perfeitamente compatíveis com as do compositor), conhecimentos expertos de estilos, alta consciência profissional e respeito rigoroso da morfologia e sintaxe de composição interpretada, inteligência e enormes capacidades mnemónicas, são atributos essenciais da arte da maior pianista do século vinte e uma dos maiores de todos os tempos e todas as épocas.

“Em meio à convulsão mundial que arma e intranquilisa os espiritos, envio uma mensagem de paz e de carinho à Juventude Musical de minha terra, incentivando-a a procurar, na beleza da arte, a palavra de amor e compreensão de que tanto necessitamos”

Guiomar Novaës-Pinto
São Paulo, 1968
(artigo publicado no Jornal de notícias, O Porto, Portugal no 6 de fevereiro 2006)

Voya Toncitch

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